Curimataí

Curimataí é um distrito do município brasileiro de Buenópolis, no interior do estado de Minas Gerais. Sua população estimada de 2.130 habitantes.

Situada em um vale entre a Serra de Minas e a Serra do Cabral, a localidade é abrigo de um dos maiores afluentes do rio das velhas, o rio Curimataí. Rica em belezas naturais, possui várias cachoeiras, águas termais e é uma das portas de entrada para o Parque Nacional das Sempre-Vivas. O nome dado ao distrito tem etimologia indígena, e significa "rio dos curumatãs, peixe de escamas e de carne saborosa". Provavelmente há alguma relação com o grande número de cachoeiras e cursos d’ água da região.

Curral de Contagem ou Curral de Pedras

O Curral de Contagem é uma construção do século XVIII e parece ser a única do gênero em Minas Gerais. Possui um formato quadrado, com duas aberturas para cancelas. Trata-se de uma edificação de pedras filetadas irregulares com junta seca dispensando, assim, o uso de argamassa e utilizando como acabamento a interpolação de pedras menores entre as maiores. O resultado são paredes bastante largas, com 70 cm de espessuras e 2 m de altura. Com o intuito de facilitar a visibilidade para a contagem do gado, ao lado das cancelas e em uma das laterais, existem degraus de pedra em balanço, para facilitar o acesso ao topo do muro. Apesar de não existirem documentações que tratem especificamente do Curral da Contagem ou, como também ficou conhecido, Curral de Pedras, sabe-se que o mesmo foi utilizado como entidade alfandegária para que se fizesse a contagem do gado destinado ao abastecimento da região de Diamantina. Existe até mesmo uma hipótese de que a ocupação de Curimataí se deu pela existência desta atividade na região, o que ocasionou a aglomeração de casas na época da formação do povoado. Ainda hoje, o Curral preserva suas características iniciais, apesar das cancelas de madeira terem sido retiradas, a reconstrução e restauração foi feita por moradores locais.

CACHOEIRA DO CURRAL DE PEDRAS

A 500 metros do Curral de Pedras, você vai poder apreciar uma belíssima cachoeira de água cristalina (ver foto), onde é possível refrescar e fazer um lanche para repor as energias e seguir caminhada rumo as “Veredas de Buritis” (ver foto) situadas dentro do Parque Sempre-Vivas.

CACHOEIRA DO SIMÃO

No retorno, você vai pode conhecer a Cachoeira do Simão. De fácil acesso, com poço raso, sugiro uma pausa para mergulho

CONJUNTO HISTÓRICO DOS MOINHOS

Após a cachoeira do Simão, em direção ao distrito, vamos subir a trilha do “CAMINHO DOS MOINHOS”, que fica aproximadamente a 2 km. A subida é íngreme, com mata fechada, cheia de plantas que podem arranhar, sugiro então, roupa e calçado adequado. Ao seguir pela trilha encontra-se o CONJUNTO HISTÓRICO DOS MOINHOS. Estes moinhos tem a finalidade de produzir fubá, através de um mecanismo simples movido pelo rodizio movido à água, que por um eixo gira o conjunto de pedras onde tritura o milho transformando em fino fubá ou canjiquinha, que antigamente era muito utilizado na alimentação dos moradores, dos escravos, animais e também para abastecimento dos garimpos na região de Diamantina. Ao longo da trilha será possível observar o desvio da água vindo da cachoeira.

CACHOEIRA DE CIMA

O acesso à cachoeira de Cima é restrito, podendo somente ser visitado por orientação de um guia, sendo estritamente proibido banhar, devido ao fato, dela ser o reservatório de água para o uso dos moradores. Mesmo assim, vale a pena a subida, você vai se deparar com uma vista privilegiada do Cerrado e da comunidade lá de cima.

LAPA DO TIÃO DE SABINA

Próximo à cachoeira de cima, seguindo uma trilha paralela ao rio encontra-se uma pequena lapa onde por muitos anos serviu de abrigo para um senhor que preferia morar isolado da civilização, o “Tião de Sabina”. Ex-soldado do exercito brasileiro, tinha estranhos hábitos, como se alimentar com comida enlatada, andava grandes distancias a pé pela serra, e fazia suas trilhas que somente ele passava. Dormia no fundo da lapa, tendo como companhia o rádio a pilha.

CACHOEIRA DAS LAVADEIRAS

Dentro da comunidade, o trecho é de fácil acesso, você vai se deparar com uma magnífica cachoeira, onde terá o privilégio de tirar lindas fotos para recordação. Vale ressaltar que a quantidade de água da cachoeira pode estar menor ou maior no dia da trilha, devido há dias instáveis de chuva na região.

CACHOEIRA SANTA RITA

É necessário sair bem cedo devido ao percurso de 37 km e o local de difícil acesso. Será necessário passar dentro de mata fechada e escorregadia, por isso indico o uso de roupa e sapato adequado. Chegando ao destino você vai se deparar com uma cachoeira de aproximadamente 30 metros de altura, com uma paisagem exuberante.

CACHOEIRA DO BREJINHO

No retorno para Curimataí, vamos fazer uma parada na cachoeira do brejinho, onde o Trecho é de fácil acesso e você vai se encantar com mais uma beleza da região.